Pesquisa personalizada

Carta Aberta - Por Jorge Schemes:

No dia 23 de outubro de 2009 solicitei minha saída da coordenação pedagógica do Programa "O Caráter Conta!" na GERED de Joinville, SC. Foi uma decisão pessoal e feita de livre e espontânea vontade.

Todavia, algumas situações ocorridas bem como as circunstâncias que se arquitetaram ao longo deste ano (2009), e que culminaram na reunião feita no Setor de Ensino na data acima exposta, me fizeram tomar essa decisão.

Até então estive calado, porém não alienado, pois meu pensamento e minha formação cognitiva e filosófica é pós-crítica e meus princípios e valores são alicerçados na Santa Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.

Não posso agredir meus princípios morais e éticos diante de atitudes mesquinhas de segregação, exclusão, discriminação, preconceito, abuso de poder, constrangimento ilegal, falta de ética (no mínimo profissional) e assédio moral. O que eu não faço com os outros, eu não aceito que façam comigo.

Não compactuo com manobras politiqueiras de pessoas mesquinhas que, durante meu tempo de coordenação pedagógica à frente do Caráter Conta na GERED de Joinville, SC, nunca fizeram nada pelo Programa, e além disso visavam a apropriação do esforço e do trabalho alheio já feito durante anos para promoção e benefício próprios, tais pessoas são verdadeiros "vampiros psíquicos e sociais".

Alguém disse certa vez com muita propriedade que, "onde não há ética até o ambiente fica doentio". E tais pessoas, por serem as detentoras do poder, são um verdadeiro foco de doenças emocionais para aqueles que se sujeitam as suas manobras carregadas de tirania e cheias de maldade, mas Deus é justo Juiz e cabe a Ele retribuir a cada um segundo as suas obras.

Desde o início, minha dedicação e empenho para que o Programa "O Caráter Conta!" tivesse êxito nas escolas da Rede Pública Estadual pertencentes a GERED de Joinville, SC, foram constantes. Procurei promover "O Caráter Conta!" nas escolas da Rede Estadual de Ensino, por meio de reuniões com professores, técnicos e gestores, bem como formatá-lo pedagogicamente à realidade local. Procurei dar visibilidade para as ações do Programa por meio deste blog, e o fiz de maneira voluntária e por decisão pessoal, uma vez que o Programa, até a data presente (23/10/2009), não faz parte dos programas oficiais da Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina. Contudo, o mínimo que se espera quando há dedicação e empenho em qualquer atividade que envolva a educação é reconhecimento, valorização, gratidão e respeito. Talvez essa seja a razão porque há tantos professores e professoras desmotivados.

Apesar de tudo valeu a pena toda minha dedicação e esforço. E aqui deixo registrado o meu respeito e a minha gratidão a todos que se comprometeram junto comigo, e de coração voluntário ajudaram a implementar as atividades do "Caráter Conta!" em sua escola, de maneira especial aos professores e professoras, assistentes técnicos pedagógicos e gestores. Acredito no Programa "O Caráter Conta!" como uma ferramenta poderosa de transformação moral e ética dentro da escola e na vida de cada um de seus agentes. Por essa razão continuarei trabalhando os seus pilares em minhas aulas de Ensino Religioso na Rede Municipal de Ensino de Joinville, SC, como já vinha fazendo antes. Atualmente tenho 09 turmas, do Ensino Fundamental, somando mais de 300 alunos envolvidos com o Programa. Estamos trabalhando sistematicamente com várias atividades pedagógicas relacionadas com os pilares do "Caráter Conta!", meus alunos e alunas da Escola Municipal Saul Sant'Anna de Oliveira Dias já produziram redações, acrósticos, poesias, paródias e joguinhos lúdicos relacionados com os pilares do Programa "O Caráter Conta!". Essas atividades todas e muitas outras estão sendo socializadas neste espaço.

Termino afirmando que acredito na educação para o caráter, acredito na proposta e na metodologia do Programa "O Caráter Conta!", não como plataforma de interesses politiqueiros, pessoais e mesquinhos, mas como uma poderosa força moral na construção de uma cultura para a paz.

Que o Deus Eterno e Criador Ilumine a Todos Nós!
Ex-Coordenador Pedagógico do Programa "O Caráter Conta!" na GERED de Joinville, SC, no período de 2004 a 2009.
Atualmente é colaborador e multiplicador voluntário do Programa nas escolas da Rede Municipal de Ensino, onde atua como professor de Ensino Religioso.

Confira Também:

Atividades do Programa "O Caráter Conta"!

ESTUDE A PALAVRA DE DEUS AGORA!

ESTUDE A PALAVRA DE DEUS AGORA!
Cursos e Estudos Bíblicos Gratuítos
Pesquisa personalizada

sexta-feira, junho 26, 2009

EEB Dom Pio de Freitas - Atividades Desenvolvidas


Título: Pensando Numa Sociedade Igualitária

Aluno: Rafhael Veloso da Veiga

Escola: E.E.B Dom Pio de Freitas – Joinville – SC.

Professora: Mary Elisabeth de Mello Paino


Num mundo tão diversificado, diferenciado por tanta desigualdade, é muito importante estarmos sempre refletindo sobre as ações que direta ou indiretamente formam nossos valores e perpetuam conceitos de geração em geração.

Pensar em igualdade, nos transporta observando gestos, palavras, ações de supressão de direitos e atos de desrespeito aos que nos cercam.

Desde a antiguidade, orientamos nossa vida através de idéias concebidas por uma razão que segue princípios e regras de valores universais. Como seres humanos, temos a faculdade de escolher livremente valores éticos, utilitários, estéticos, religiosos e de podermos ser livres escolhendo entre eles. Somos os únicos que dão conteúdos éticos aos nossos pensamentos, valorando nossas ações. Ou que fazem as leis para justificar barbáries.

A camuflagem das palavras usadas, que preconizam os direitos de todos para todos, numa sociedade utópica, está presente nas escolas, fábricas, mídias, igrejas, criando uma imagem de igualdade não verdadeira.

Com o passar dos tempos, novas formas de preconceito e um número maior de minorias foram criados pela sociedade.

Todos nascem com direitos que vão se modificando e se perdendo, ao longo da existência, no emprego, na escola, na família, na sociedade.

Antigamente, as mulheres eram discriminadas abertamente, numa sociedade patriarcal, hoje esta situação continua maior ainda, através da venda de uma imagem sexual, pela análise de seu papel na sociedade apenas como procriadora, ou que vem através de comprovação de pesquisas científicas, afirmando sua menor capacidade física ou intelectual.

As desigualdades se expressam de várias formas: por gestos, olhares, palavras, que desfazem o caráter das pessoas, também quando vão a certos lugares, e seus direitos são desrespeitados.

Em todos os lugares temos exemplos de direitos desrespeitados, pois não existe diferença de ser mais ou menos ser humano.

Atualmente luta-se pela sensibilização e conscientização dos direitos das minorias: mulheres, negros, homossexuais, índios etc... São os grupos étnicos, de gêneros, preferências religiosas, sexuais, culturais. São os diferentes que não se enquadram na grande massa, mas que representam valores de uma cultura. Demonstram a diversidade da vida que o planeta Terra abriga.

Formamos a imagem da beleza, da perfeição, do exemplo de inteligência, esquecendo que cada um tem seu caráter, características físicas próprias e gostos. Para cada cabeça uma sentença. Junto com esta capacidade de incluir ou não, escolhemos ideologias formadas pelo grupo social onde estamos inseridos. A interferência cultural nas nossas atitudes é marcante: sabemos que os direitos humanos são universais, independentes do que somos ou nos tornamos, mas desconsideramos estes preceitos em função da sociedade. Considerar o outro como humano é permitir que ele tenha escolhas, livre de pré-conceitos. Sejamos dignos, ao fazer escolhas que atinjam os outros.

Muitas vezes o direito ao respeito pela vida, integridade física, mental e moral; ou o direito à liberdade e segurança pessoais; que ajudam a construir uma identidade livre, numa sociedade justa, ficam relegados a segundo plano.

Convivendo em uma sociedade violenta, somos muitas vezes coniventes com condutas, dentro da família, que causam danos, dores, sofrimento físico e sexual, psicológico, atos de violência, demonstrando a grande insensibilidade social dos fatos freqüentes nas relações sociais. Assimilamos o conceito e atos de violência como formas normais de conduta, dentro da família, ou em qualquer relação inter pessoal, somos agressores pacíficos dentro de casa, na comunidade, local de trabalho, escolas.

Mas a sociedade limita ou elimina muitas vezes esta condição de humanidade em função de valores culturais. Então nós, como pessoas, somos determinados pelo meio em que vivemos. Apoiar as modificações de uma cultura que a torna segregaria, poderá causar danos à própria identidade de cada um, em uma sociedade somos um grupo, acima do indivíduo, tornando necessário que se respeitem as diferenças apresentadas por cada um; bem como seu sistema moral. Cabe a cada um tentar modificar sua idéia de sociedade perfeita, incluindo o outro ao invés de excluir todos os diferentes.

Nenhum comentário:

Pesquisa personalizada